quinta-feira, 14 de julho de 2011

Meu último olhar sobre Harry Potter

Lumus!
Prometo solenimente não fazer nada de bom!

Eu me lembro da primeira vez que entrei em contado com o incrível mundo de Harry Potter e, sinceramente, eu não estava tão empolgada para assistir o filme. Digo que a indiferença foi embora nos primeiros 15 minutos de filme. Nunca imaginei que a história, que a principio me parecisa sem sal e sem açúcar, se tornaria tão marcante na minha vida. Mesmo sendo amor à segunda vista, assim que sai do cinema eu queria ler o livro e já contava os dias para que o próximo filme saísse.
Em cada estréia, cada livro que eu terminava Hogwarts me encantava mais e aos poucos você se pega dizendo todas as falas e parafraseando todos os trechos.
Aos 8 anos meus olhos brilharam com as luzes e cores da vida recem descoberta por Harry e por mim. Chinguei Drago e não fui com a cara do Snape, mas adorava o jeito acolhedor como falava Dumbledore.
Um ano mais tarde encorajo o bruxinho a entrar em um carro voador e junto com seus amigos sobreviver à um Salgueiro Lutador e matar um terrível Basílisco. Tanta emoção. Quanta novidade. Era pura magia, tudo um sonho.
Com 11 me indignei com a maldade de Sirius na mesma proporção que alivei ao saber que não havia traição entre Black e Potters.
Já adolescente era apaixonada pelo jeito estabanado que Tiago passara para Harry e ia a loucura com seus olhos de Lilian, mas sua coragem como quarto tribruxo foi a cereja do bolo. Tal qual a minha vida, a magia não era mais toda encantos. O Lord voltou e sabiamos que tudo mudaria. Não eramos mais aquelas crianças deslumbradas com qualquer meia duzia de feitiços e seres magicos apresentados. O mundo cobrava de nós e não nos sentiamos preparados para enfrentar tudo aquilo.
Com 14 aninhos vi Harry mostrar o por que ele sobrevivieu e chorei quando percebi a munição que Comensais não possuiam, a amizade e o amor. Me preocupei quando JK declarou o ponto final definitivo, mas sorri, quase com desespero, ao saber que haveria um filme à mais que proporcionaria a extensão da minha sobrevida mágica.
Em 2009, ano de decisão para mim, ano de decisão para Harry, Rony e Hermione. Nossos amores, nossas indecisões e nossas perdas eram paralelas. Chorei com a morte de Dumbledore e temia a missão que eu sabia que eles teriam de cumprir.
Ano passado ao subir das letrinhas me vi com um aperto no peito. Uma mistura de ansiedade, tristeza e alegria me invadiram ao saber que me restava uma, apenas mais uma estréia.
Me recordo daquela menininha com duas trançinhas e olhos alertas, que se enganaram tanto ao achar que o filme seria perda de tempo. Coitada. Mal sabia a criança que aquele bruxo bobo faria parte de sua história e hoje, dez anos mais tarde, ela estaria em prantos ao perceber que tem que dizer adeus à sua fantasia.
Amanhã é o grande dia, assistirei o último filme da melhor série já escrita e reproduzida. Fico triste em saber que o sonho acabou. Porém a felicidade é inevitável quando vejo o quanto cresci e aprendi com esses 7 livros, 8 filmes e centenas de horas acordadas dedicadas à eles.
Não sei como será quando as luzes se acenderem nem o que estarei fazendo dez anos para frente. A minha única certeza hoje é que faria tudo novamente. E no futuro se eu ainda me animar com as mesmas coisas sei que "Hogwarts sempre estará lá para me receber de braços abertos".

Obrigada Joanne Kathleen Rowling.

Malfeito feito!
Nox!

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