terça-feira, 30 de julho de 2013

Mooca serve de palco para o desfile de carros antigos


O complexo da Rua Taquari recebe no terceiro domingo de cada mês a reunião de amantes do antigomobilismo do Estado de São Paulo


Passados os portões do parque, o som potente do rock clássico avisa que a tranqüilidade de interior, característica predominante dos finais de semana no local, não estará presente. O motivo de toda agitação é o encontro mensal dos membros da Associação dos Proprietários de Veículos Antigos do Estado de São Paulo. Além dos apaixonados por carros, as máquinas raras e totalmente originais conseguem agradar desde as crianças, até os mais experientes.


A exposição ao ar livre conta com mais de 220 automóveis, entre fuscas, opalas, continentais e motonetas com mais de 30 anos de fabricação. Sua grande maioria conta com a Placa Preta, certificado de originalidade emitido pelo Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN), garantia da dispensa da inspeção veicular e do porte de equipamentos obrigatórios exigidos após a sua fabricação. Para isto, é necessário passar por uma avaliação onde são levadas em consideração a originalidade e estado de conservação do automóvel.


Assim como a legalização, as histórias acompanham os veículos onde quer que eles estejam. Cada um deles representa uma geração inteira, cheias de vivacidade, energia e valores emocionais ou, até mesmo, novas oportunidades. Willians Ferlin exibia seu Chevrolet 1953 e conta que o hobby tornou-se uma grande fonte de renda. “Comecei como colecionador, mas logo veio o primeiro pedido para fazer o casamento de um casal de amigos. Depois disso, a demanda foi tanta que abri uma agência de locação de automóveis antigos. Hoje além do Chevrolet 1953, tenho um 1951 e um Ford 1929”.


Segundo Carlos Guimarães, presidente da Associação e responsável pela organização do encontro, a exposição não serve apenas para promover o desfile de carros deslumbrantes, o significado para os colecionadores é muito maior. “O objetivo inicial é promover a reunião de pessoas que partilhassem de um gosto, a paixão por carros antigos. Mas as afinidades e os encontros, nos fazem conhecer um ao outro e no final ela torna-se um encontro de amigos que amam carros”, diz o dono de um fusquinha preto extremamente brilhante.

Texto publicado em 2012/Jornal Universitário Moóca em Movimento


domingo, 28 de julho de 2013

O bom filho a casa torna

A curiosidade eterna e a necessidade de opinar sobre tudo foram essenciais para que escolhesse o Jornalismo. Somado aos dois, o gosto pela leitura e a familiaridade com a escrita ajudaram na martelada final. Quando tive a certeza do caminho que trilharia já tinha um blog, esse blog. A grande maioria das postagens eram sobre futebol e pensamentos revoltosos e políticos. Passados quatro anos meus interesses não sofreram grandes mudanças, uns foram encorpados enquanto outros, por motivos diversos foram ofuscados. No caminho passei por momentos cruciais, desde a certeza absoluta de estar no caminho certo, até a descrença total sobre as minhas certezas e capacidades. Um belo dia, acordei e ... toda a minha confiança em escrever havia desaparecido.

Hoje, tão repentina quanto se foi, a vontade de escrever, pesquisar, apurar, argumentar e pensar, saber opiniões diversas e entender o funcionamento dos acontecimentos VOLTOU! Enfim, há fenômenos em nossa vida que, por mais que tentemos, nunca vamos saber o por que acontecem. Portanto, com energias renovadas e sentidos apurados, retorno ao meu humilde blog para reunir tudo que, por motivos estranhamento diversos, me deixam inquieta.

Com emergência, sigo buscando caminhos alternativos e independentes de dizer o que penso.

"Artista independente leva no peito a responsa. Tiozão, e não vai dizer que não". - Criolo