O complexo da Rua Taquari recebe no terceiro domingo de cada mês a reunião de amantes do antigomobilismo do Estado de São Paulo
Passados os portões do parque, o som potente do rock clássico
avisa que a tranqüilidade de interior, característica predominante dos finais
de semana no local, não estará presente. O motivo de toda agitação é o encontro
mensal dos membros da Associação dos Proprietários de Veículos Antigos do
Estado de São Paulo. Além dos apaixonados por carros, as máquinas raras e
totalmente originais conseguem agradar desde as crianças, até os mais
experientes.
A exposição ao ar livre conta com mais de 220 automóveis,
entre fuscas, opalas, continentais e motonetas com mais de 30 anos de
fabricação. Sua grande maioria conta com a Placa Preta, certificado de
originalidade emitido pelo Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN), garantia da
dispensa da inspeção veicular e do porte de equipamentos obrigatórios exigidos
após a sua fabricação. Para isto, é necessário passar por uma avaliação onde
são levadas em consideração a originalidade e estado de conservação do
automóvel.
Assim como a legalização, as histórias acompanham os
veículos onde quer que eles estejam. Cada um deles representa uma geração
inteira, cheias de vivacidade, energia e valores emocionais ou, até mesmo,
novas oportunidades. Willians Ferlin exibia seu Chevrolet 1953 e conta que o
hobby tornou-se uma grande fonte de renda. “Comecei como colecionador, mas logo
veio o primeiro pedido para fazer o casamento de um casal de amigos. Depois
disso, a demanda foi tanta que abri uma agência de locação de automóveis
antigos. Hoje além do Chevrolet 1953, tenho um 1951 e um Ford 1929” .
Segundo Carlos Guimarães, presidente da Associação e
responsável pela organização do encontro, a exposição não serve apenas para
promover o desfile de carros deslumbrantes, o significado para os
colecionadores é muito maior. “O objetivo inicial é promover a reunião de
pessoas que partilhassem de um gosto, a paixão por carros antigos. Mas as
afinidades e os encontros, nos fazem conhecer um ao outro e no final ela
torna-se um encontro de amigos que amam carros”, diz o dono de um fusquinha
preto extremamente brilhante.
Texto publicado em 2012/Jornal Universitário Moóca em Movimento